Segundo o boletim de ocorrência, suspeito teria deixado o estabelecimento após desentendimento e retornado armado; ele negou portar o revólver e afirmou ter sido agredido
Um homem de 45 anos foi preso em flagrante na noite de sábado, 19 de setembro, após uma ocorrência envolvendo ameaças, agressões e a apreensão de um revólver calibre .38 com numeração suprimida, em um bar no Centro de Fernando Prestes. A Polícia Civil formalizou o flagrante, em tese, pelos crimes de ameaça e porte ilegal de arma de fogo com identificação raspada.
Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada inicialmente para atender uma ocorrência de agressão. Conforme a versão apresentada por duas vítimas e por testemunhas, uma discussão teria começado no estabelecimento por questões pessoais. O suspeito teria feito ameaças, deixado o bar e retornado pouco depois em uma motocicleta, portando uma arma de fogo na cintura.
Ao perceber o armamento, uma das vítimas afirmou ter avançado contra o homem para tentar retirar a arma. Houve luta corporal e, durante a confusão, o revólver caiu no chão. Uma testemunha declarou ter recolhido a arma e a entregado a uma familiar, que posteriormente a repassou aos policiais.
O investigado apresentou uma versão diferente. Ele afirmou que consumia bebida alcoólica quando foi provocado por questões relacionadas ao seu casamento e alegou ter sido agredido. Disse ter deixado o estabelecimento e retornado apenas para buscar seu telefone celular. Também negou ter portado ou ser proprietário do revólver. Após os fatos, recebeu atendimento médico por uma lesão na região dos olhos.
As câmeras existentes no estabelecimento, conforme o registro, não captaram diretamente a dinâmica da ocorrência, pois o ponto onde os fatos teriam acontecido não estava abrangido pelas imagens.
A arma apreendida, um revólver Taurus calibre .38, apresentava a numeração visivelmente raspada ou suprimida e foi encaminhada para perícia. Diante dos depoimentos reunidos nesta fase inicial, a autoridade policial ratificou a prisão em flagrante e determinou o indiciamento pelos delitos apontados no registro.
A Polícia Civil também representou pela conversão da prisão em flagrante em preventiva. A eventual decretação da medida depende de decisão judicial. O caso seguirá sob apuração, preservado ao investigado o direito de defesa e a presunção de inocência.




