terça-feira, 28 abril, 2026

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Crônica: Crônica docente

Por: Sérgio Sant’Anna*

Fiz Letras com a primeira intenção: ser escritor. Num primeiro momento enveredar pelo Jornalismo e depois abraçar de vez, como fizeram: Carlos Heitor Cony, Ruy Castro, Lima Barreto, Luiz Fernando Veríssimo, Mário Prata. Porém, o prazer em dividir conhecimento acabou me abraçando, quando vi já estava em uma sala de aula com o meu apagador e uma caixa com giz que meu avô Willy (marceneiro e funcionário público), fizera-me. Ali estava concretizada minha carreira. Quis a vida e o ardor pelo saber, que este que vos escreve continue a exercer esta nobre, suada, trajetória que é a profissão docente.

Ser professor no Brasil não é fácil. Trata-se de um desafio. Você poderá ter sérios problemas físicos e mentais. E não se trata de exagero.  Não é fácil lidar com o ser humano. Hoje, o cidadão perdeu a capacidade de dialogar, tão bem definida e exposta pelo filósofo Sócrates. A violência física e a falada são armas prontas para o ataque ao interlocutor. A docilidade atribuída ao brasileiro nunca existira. Talvez passado por algum sociólogo brasileiro a fim de tentar a socialização destes a quem a colonização trouxera inúmeros prejuízos. E não diferente doutros.

O conhecimento é a arma mais importante contra a ignorância. Sei que essa oração simples tornou-se um mantra, porém sempre se faz necessário salientar. A lucidez amparada pelo conhecimento é real. Significante e edificante. E o professor é essa luminosidade. Esse caminho. Um porto seguro. Uma ferramenta vital ao progresso. Somos a base para a transformação do mundo. E quem não acredita dorme nesta escuridão lançada pelo arcaísmo boçal fascista, elementar para a criação de cidadãos mentirosos, acostumados a enriquecerem à custa dos demais. O professor é nobre profissão.

Ao findar desta crônica só quero agradecer. Sei que são anos penosos, de muitas dificuldades, principalmente diante de uma sala de aula. Todavia, é salutar podermos abrilhantar este ciclo com glórias e desafios, mostrando aos leitores que somos presentes e estes devem ser valorizados.

*Sérgio Sant’Anna é Professor de Redação no Poliedro, Professor de Literatura no Colégio Adventista e Professor de Língua Portuguesa no Anglo.

**Os artigos publicados com assinatura não manifestam a opinião de O Defensor. A publicação corresponde ao propósito de estimular o debate dos problemas municipais, estaduais, nacionais e mundiais e de refletir as distintas tendências do pensamento contemporâneo.