Por: Gabriel Bagliotti*
Hoje, sábado, 26 de julho, completo 37 anos de vida. E ao olhar para trás, com a serenidade de quem aprendeu a reconhecer os próprios passos, percebo que, com todas as curvas e reviravoltas do caminho, cheguei exatamente onde um dia sonhei. Na verdade, cheguei até mais longe.
Não falo de conquistas materiais, tampouco de vitórias visíveis ao olhar alheio. Falo de algo mais profundo: da paz que mora em saber que estou vivendo com propósito. Sigo exercendo a profissão que escolhi ainda menino, aos 14 anos, quando, em meio ao barulho da máquina de imprimir e a correria da redação, dei meus primeiros passos como jornalista em O Defensor. Naquela época, ainda adolescente, meu sonho era ousado: queria ter meu próprio veículo de comunicação. Hoje, com mais de 13 anos de história nessa jornada, olho para esse passado com um sorriso silencioso de orgulho. Não por vaidade, mas por gratidão.
Sou grato por viver daquilo que me alimenta o espírito. Por poder contar histórias, investigar verdades, dar voz ao que precisa ser dito. Por ter transformado a paixão pela comunicação em um caminho profissional sólido, ético e, acima de tudo, honesto comigo mesmo.
Mas a realização não se limita à esfera profissional. A vida me presenteou com algo ainda mais valioso: minha família. Minha esposa, Nathalia, é meu alicerce e minha parceira em todos os sentidos. Com ela, compartilho cada vitória, cada desafio, cada escolha. E o nosso maior presente se chama Joaquim — um menino de apenas cinco anos, mas com uma inteligência que assusta e encanta. Ele é muito mais do que eu sonhei. Fala, raciocina e compreende o mundo com uma clareza que me deixa sem palavras. Às vezes penso que, mesmo tão novo, ele já sabe coisas que levei 37 anos para entender.
Joaquim me ensina, todos os dias, que o futuro está em boas mãos. E que ser pai é um exercício constante de admiração, cuidado e aprendizado. Cada palavra que ele diz, cada gesto que faz, é como um espelho do que plantamos — e, ao mesmo tempo, uma lição sobre o que ainda precisamos aprender.
Sou também grato pela base que me sustenta. Minha mãe, Adriana Bagliotti, é uma força, dessas que enfrentam a dor com dignidade e não deixam a ternura se perder, mesmo quando o mundo desaba. Suas palavras, muitas vezes duras, são sempre certeiras. É com ela que aprendo o valor da resiliência, da firmeza e da verdade. Minha irmã Isabela, com sua dedicação incansável à nossa mãe e à empresa da família, é outro pilar dessa estrutura.
E claro, impossível não lembrar de meu pai, Mário Bagliotti. Sua ausência ainda pesa, mas sua voz segue viva em mim. Lembro com nitidez das conversas em que ele, com aquela calma que lhe era tão característica, dizia que eu não precisava seguir no jornalismo só porque havia começado cedo. Que eu poderia ser o que quisesse, desde que isso me fizesse feliz. E é exatamente isso que me move até hoje: a busca por sentido, por fazer o que amo, com ética, entrega e paixão.
Chegar aos 37 anos é, para mim, um privilégio. Mas mais do que contar o tempo, é sobre contar as histórias vividas, os laços construídos, os sonhos realizados. E mais do que isso: é sobre continuar olhando para o futuro com esperança, responsabilidade e vontade de crescer. Sei que ainda há muito por fazer, por escrever, por viver.
Sigo com os pés no chão e o coração aberto. Com a mesma paixão de quando comecei, mas agora com a maturidade de quem já entendeu que o sucesso está mais nos afetos e nas convicções do que nos aplausos ou nas métricas.
Aos 37 anos, agradeço a Deus, à minha família, aos amigos que cruzaram minha estrada e a mim mesmo, por não ter desistido, mesmo nos dias difíceis. Se hoje vivo aquilo que sonhei, é porque jamais deixei de acreditar que cada sonho, quando sustentado por trabalho, verdade e fé, encontra o seu caminho.
E que venham os próximos capítulos. Estou pronto!



