Por: Rodrigo Panichelli*
Já são 22 textos. Vinte e duas vezes que sentei diante de uma tela em branco, com a cabeça cheia de ideias, lembranças, opiniões, saudades e provocações. Vinte e duas vezes em que tentei, com palavras, traduzir o que o futebol significa — para mim, para quem me lê, para quem respira esse jogo que nunca é só um jogo.
Quando aceitei o convite para escrever a coluna “Jogando Limpo”, não sabia onde tudo isso ia dar. Talvez nem devesse saber. Porque o futebol também é assim: vive-se o momento, joga-se cada rodada como se fosse a última, e se escreve a próxima linha com a mesma emoção com que se assiste a uma cobrança de pênalti no último minuto.
A verdade é que falar de futebol é um privilégio. Mas também é uma responsabilidade. Porque o futebol não é feito só de gols e títulos. É feito de gente. De histórias. De injustiças e glórias. De meninos e meninas que sonham com a bola nos pés, de arquibancadas que vibram e de bastidores que, muitas vezes, fedem mais que vestiário depois do jogo.
Nestes 22 textos falei de tudo um pouco. Do menino que sonha em ser craque ao dirigente que ainda sonha em ser honesto. Do VAR que vê o que ninguém viu ao torcedor que vê o que ninguém quer ver. Do gol perdido à glória eterna.
E que venham mais 22, 44, 88… Porque enquanto houver futebol, haverá o que dizer. E enquanto houver paixão, haverá quem leia.
Obrigado a quem acompanha. Obrigado ao futebol — essa cachaça que embriaga sem envergonhar. A gente segue… jogando limpo.
*Rodrigo Panichelli é colaborador d’O Defensor



