3 de abril de 2025
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Nossa Palavra – Transporte aéreo regional cresce no primeiro bimestre e reforça papel estratégico no estado

Movimentação de passageiros e cargas em aeroportos paulistas aponta retomada do setor

O transporte aéreo regional em São Paulo registrou uma movimentação de 312,8 mil passageiros regulares nos primeiros dois meses de 2025, conforme levantamento da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). O mês de janeiro foi o mais movimentado, impulsionado pelo período de férias, com 168,5 mil passageiros. Os números refletem a crescente demanda por deslocamentos rápidos dentro do estado, consolidando os aeroportos regionais como peças fundamentais na malha de transportes paulista.

Entre embarques e desembarques, o balanço aponta 152,2 mil embarques e 154,9 mil desembarques, além de 690 conexões realizadas no período. O estudo da Artesp analisou dados de nove terminais operados por concessionárias privadas, que atualmente gerenciam 27 aeroportos regionais.

A Rede Voa, responsável pelos aeroportos administrados pelas concessionárias Voa SP e Voa SE, totalizou 115.317 passageiros no primeiro bimestre. O destaque ficou para o aeroporto estadual Dr. Leite Lopes, em Ribeirão Preto, que sozinho recebeu 99.506 passageiros. Em seguida, o terminal Moussa Nakhl Tobias, em Bauru-Arealva, movimentou 12.181 passageiros, e o Frank Miloye Milenkovich, em Marília, registrou 2.887 viajantes.

Já a Aeroportos Paulistas (ASP), concessionária responsável pela ampliação, manutenção e operação de 11 complexos aeroportuários, transportou 197.516 passageiros entre chegadas e partidas. Os aeroportos com maior fluxo foram São José do Rio Preto (132.352 passageiros), Presidente Prudente (52.559) e Araçatuba (12.503).

Além do transporte de passageiros, a movimentação de cargas também apresentou números expressivos. Nos dois primeiros meses do ano, as concessionárias Voa SP, Voa SE e ASP transportaram um total de 332 toneladas de mercadorias. O destaque foi o Aeroporto de São José do Rio Preto, que liderou o ranking com 112.256 kg de carga processada. Em segundo lugar, o Aeroporto de Ribeirão Preto movimentou 94.491 kg.

A ampliação do transporte aéreo regional reacende debates sobre infraestrutura em cidades do interior. No passado, Taquaritinga chegou a contar com um campo de pouso na Fazenda Contendas, que, com o tempo, perdeu sua função. Em administrações recentes, o tema voltou a ser discutido como uma possibilidade de modernização e crescimento econômico para o município. No entanto, a viabilidade de um aeroporto na cidade ainda esbarra em desafios estruturais e na necessidade de investimentos em áreas prioritárias, como saúde, educação e mobilidade urbana.